Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de junho de 2009

Tributo a Fernando Pessoa




Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 e faleceu a 30 de Novembro de 1935, em Lisboa, cidade de que sempre gostou muito.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Liberdade, Fernando Pessoa

Ai que prazer.
Não cumpir um dever.
Ter um livro para ler.
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
de tão naturalmente matinal,
como tem tempo
não tem pressa...

Livros são papeis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta.
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


Pessoa, Fernando in Cem Poemas Portugueses do Riso e do Maldizer - Fanha, José e Letria, José Jorge(org.). Cascais: Ed. Terramar, 2003.

Recolha de Rosário Sousa

*Obra do acervo da Biblioteca desta escola

quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Todas as cartas de amor são ridículas", Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
têm de ser
Ridículas.
Mas,afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
cartas de amor
É que são
Ridículas.

Fernando Pessoa/Álvaro de Campos in Cem Poemas Portugueses do Riso e do Maldizer - Fanha, José e Letria, José Jorge(org.). Cascais: Ed. Terramar, 2003.

Recolha de Rosário Sousa

*Obra do acervo da Biblioteca desta escola