O que ele,acima de tudo, ambicionava era guardar para os seus compatriotas o monopólio dos descobrimentos geográficos. Com grande desesperação sua, porém, durante os séculos precedentes, relativamente a descobrimentos, os ingleses pouca coisa tinham feito.
A América devemo-la ao genovês Critóvão Colombo, as Índias ao português Vasco da Gama, a China, ao português Fernão de Andrade, a Terra do Fogo ao português Magalhães,o Canadá ao francês Jacques Cartier, as ilhas da Sonda, o Labrador, o Brasil, o cabop da Boa Esperança, os Açores, Madeira, Terra Nova, Guiné, Congo, México, Cabo Branco, Gronelândia, Islândia, mar do Sul, Califórnia, Japão, Camboja, Peru, Kamtchatka, Filipinas, Spitzberg, cabo Horn, estreito de «Bering, Tasmânia, Nova Zelândia, Nova Bretanha, Nova Holanda, Luisiana, ilha de João Mayen, a islandeses, a escandinavos, a russos, a portugueses, a dinamarqueses, a espanhóis, a genoveses e a holandeses.
Verne, Júlio - Aventuras do Capitão Hatteras,Porto: Ed. Público,2005, p. 113
Recolha de Paulo Ferreira
* Obra da BE
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
Júlio Verne, "Um herói de quinze anos"
XI
A tempestade
Durante a semana que se seguiu a este ùltimo acontecimento, isto é, de 14 a 21 de Fevereiro,nenhum outro incidente perturbou a vida de bordo.O vento pelo quadrante nordeste refrescava pouco a pouco e o pilgrim, se tinha singraduras de cento e sessenta milhas, tinha outras muito maiores, o que já não era mau para um navio da sua grandeza e para as circunstâncias em que navegava.
Dick Sand supunha que o patacho se aproximava das paraggens mais frequentadas pelos navios que querem passar de um para o outro hemisférico. Esperava, pois, encontrar algum desses navios com a firme intenção ou de mudar os passeigeiros, ou de lhe pedir alguns marinheiros e talvez um oficial. Mas, apesar da activa vigìlância, nenhum navio se avistou: O mar continuava deserto.
Verne, Júlio - Um herói de quinze anos, Porto: Ed. Público,2005, p.101
Recolha de Fernando Silva
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
A tempestade
Durante a semana que se seguiu a este ùltimo acontecimento, isto é, de 14 a 21 de Fevereiro,nenhum outro incidente perturbou a vida de bordo.O vento pelo quadrante nordeste refrescava pouco a pouco e o pilgrim, se tinha singraduras de cento e sessenta milhas, tinha outras muito maiores, o que já não era mau para um navio da sua grandeza e para as circunstâncias em que navegava.
Dick Sand supunha que o patacho se aproximava das paraggens mais frequentadas pelos navios que querem passar de um para o outro hemisférico. Esperava, pois, encontrar algum desses navios com a firme intenção ou de mudar os passeigeiros, ou de lhe pedir alguns marinheiros e talvez um oficial. Mas, apesar da activa vigìlância, nenhum navio se avistou: O mar continuava deserto.
Verne, Júlio - Um herói de quinze anos, Porto: Ed. Público,2005, p.101
Recolha de Fernando Silva
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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Júlio Verne, "A Estrela do Sul"
Cipriano era,contudo, tão leal e tão bom,tão simples nas maneiras e nos sentimentos, tão sóbrio e tão modesro, que era impossível vê-lo habitualmente sem sentir simpatia, por ele.Por isso mister Watkins-talvez mesmo sem dar por tal - sentia pelo jovem engenheiro mais respeito do que nunca a pessoa alguma concedera. «Se aquele rapaz bebesse a valer?»
Verne, Júlio - A Estrela do Sul, Porto: Ed. Público,2005, p.28
Recolha de José António Ferreira
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
Verne, Júlio - A Estrela do Sul, Porto: Ed. Público,2005, p.28
Recolha de José António Ferreira
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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Júlio Verne, "A Ilha Misteriosa"
O mau tempo estava por fim declarado de todo. Na praia soprava com extraordinária violência uma ventania de sudoeste. O mar, então na vazante, batia rugindo de encontro à primeira cinta de rochedos ao longo do litoral. A chuva, levantada antes de chegar ao chão pelas rajadas do vendaval,formava no ar uma espécie de nevoeiro liquido. Pareciam farrapos de nuvens a arrastarem-se por aquela costa, onde as pedras e os seixos batiam uns de encontro aos outros com estrépito semelhante ao da descarga de muitas carroças de calhau. A areia levantada palo vento envolta com a água tornava impossível de aguentar o embate dos aguaceiros. No ar era tanta a poeira mineral como a água reduzida a líquido pó. Entre a embocadura do rio e o ângulo da muralha, o vento redemoinhava em turbilhões e as camadas de ar, que saiam daquele vórtice, como não achavam outra saída senão o estreito vale em cujo fundo se agitava o rio, engalfinhavam-se por ali com irresistivel violência. O fumo que se levantava da lareira, repelido pelo estreito escoadouro abaixo com a força das rajadas, enchia por vazes os corredores da habitação, a ponto de os tornar inabitáveis.
Verne, Júlio - A Ilha Misteriosa. Porto: Ed. Público,2005, p.71
recolha de Ana Cidália Pereira
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
Verne, Júlio - A Ilha Misteriosa. Porto: Ed. Público,2005, p.71
recolha de Ana Cidália Pereira
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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Júlio Verne, "Cinco Semanas em Balão"
O pai de Fergusson fora um bravo capitão da marinha inglesa, que educara o moço entre os perigos e aventuras da sua profissão. Este digno filho, que nunca soube o que era medo, mostrou, desde muito novo, a perspicácia e a inteligência do investigador e uma propensão declarada para os trabalhos científicos. Mas do que ele deu provas inequívocas, desde a mais desde a mais tenra idade, foi de rara habilidade para se tirar de embaraços. Basta dizer que pouco ou nada lhe custou habituar-se a comer com o garfo, coisa aliás difícil para as crianças.
Verne, Júlio - Cinco Semanas em Balão.Porto: Ed. Público,2005 p.8
Recolha de Paulo Rocha
* obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
Verne, Júlio - Cinco Semanas em Balão.Porto: Ed. Público,2005 p.8
Recolha de Paulo Rocha
* obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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Júlio Verne, "As Índias Negras"
O curso das ideias de Jaime Starr ficou por assim dizer paralisado, em seguida à leitura desta nova carta, que tanto diferia da primeira.
- que significará tudo isto? - perguntou ele a si mesmo.
Jaime Starr levantou do chão o sobrescrito meio rasgado. Via-se nele,como no outro,a marca do correio de Aberfoyle. Não restava dúvida de que ambas as cartas tinham tido a mesma procedência. Percebia-se que não fora o velho mineiro quem escrevera a segunda, mas era também incontestável que o autor desta se achava bem ao facto do segredo de Simão Ford, uma vez que tão formalmente revocava o convite dirigido ao engenheiro.
Verne, Júlio - As Índias Negras. Porto: Ed. Público,2005 p.15
Recolha de Augusto Silva
* Obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
- que significará tudo isto? - perguntou ele a si mesmo.
Jaime Starr levantou do chão o sobrescrito meio rasgado. Via-se nele,como no outro,a marca do correio de Aberfoyle. Não restava dúvida de que ambas as cartas tinham tido a mesma procedência. Percebia-se que não fora o velho mineiro quem escrevera a segunda, mas era também incontestável que o autor desta se achava bem ao facto do segredo de Simão Ford, uma vez que tão formalmente revocava o convite dirigido ao engenheiro.
Verne, Júlio - As Índias Negras. Porto: Ed. Público,2005 p.15
Recolha de Augusto Silva
* Obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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Júlio Verne, "Uma cidade flutuante"
Capítulo XXI
Às quatro horas o céu, que até então estivera encoberto limpou.O mar tinha caído,e o navio nãojogava. Seria fácil de acreditar que se estava em terra firme. A imobilidade do Great Eastern despertou nos passageiros a ideia de organizar
umas corridas. O campo de Epsom não oferecia melhor pista, e pelo que dizia respeito aos cavalos,à falta do Gladiator ou do La Touque,havia genuínos escoceses,que os valiam bem. Não tardou em espalhar-se a notícia.Imediatamente vieram
apressados os sportsmen e os espectadores,que deixaram os salões e os camarotes.Um inglês,o honorable Mackarthy foi nomeado comissário.Os andarilhos apresentaram-se sem demora.Eram seis marinheiros,que à maneira de centauros,por serem cavalos e jockeys ao mesmo tempo,vieram concorrer ao prémio grande do Great Eastern.
Verne, Júlio - Uma cidade Flutuante, Porto: Ed. Público,2005, p.103
Recolha de Rosário Sousa
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
Às quatro horas o céu, que até então estivera encoberto limpou.O mar tinha caído,e o navio nãojogava. Seria fácil de acreditar que se estava em terra firme. A imobilidade do Great Eastern despertou nos passageiros a ideia de organizar
umas corridas. O campo de Epsom não oferecia melhor pista, e pelo que dizia respeito aos cavalos,à falta do Gladiator ou do La Touque,havia genuínos escoceses,que os valiam bem. Não tardou em espalhar-se a notícia.Imediatamente vieram
apressados os sportsmen e os espectadores,que deixaram os salões e os camarotes.Um inglês,o honorable Mackarthy foi nomeado comissário.Os andarilhos apresentaram-se sem demora.Eram seis marinheiros,que à maneira de centauros,por serem cavalos e jockeys ao mesmo tempo,vieram concorrer ao prémio grande do Great Eastern.
Verne, Júlio - Uma cidade Flutuante, Porto: Ed. Público,2005, p.103
Recolha de Rosário Sousa
*obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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Júlio Verne, "Da Terra à Lua"
«Cambridge,7 de Outubro.
Do director do Observatório de Cambridge para o presidente do Gun-Club,em Baltimore.
Logo que se recebeu a vossa honrosa missiva de 6 do corrente,endereçada ao Observa-
tório de Cambridge em nome dos sócios do Gun-Club,de Baltimore,reuniu-se o pessoal científico deste estabelecimento,e hove por conveniente responder como se segue:
As perguntas que lhe foram feitas são as seguintes:
1.Será possível enviar um projéctil até à Lua?
2.Qual é a distância exacta que há entre a terra e o seu satélite?
3.Quanto tempo durará o trajecto do projéctil ao qual tenha sido imprimida a velocidade inicial suficiente,e, por consequência,em que momento deverá ser lançado para que encontre a Lua num ponto determinado?
4.Em que momento preciso estará a Lua na posição mais favorável para ser alcançada pelo projéctil?
5.A que ponto do céu deve fazer-se a pontaria com o canhão destinado a lançar o projéctil?
6.Que lugar deve ocupar a Lua no céu no instante da partida do projéctil?
Em relação à primeira pergunta:Será possível enviar um projéctil até à Lua?
Sim,é possível alcançar a Lua com um projéctil,contanto que se consiga animar esse projéctil de uma velocidade inicial de 12 000 jardas por segundo.Demomstra o cálculo
que tal velocidade é suficiente.
Verne,Júlio - Da Terra à Lua. Porto: Ed. Público,2005, p.32
Recolha de Maria do Carmo Costa
* obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
Do director do Observatório de Cambridge para o presidente do Gun-Club,em Baltimore.
Logo que se recebeu a vossa honrosa missiva de 6 do corrente,endereçada ao Observa-
tório de Cambridge em nome dos sócios do Gun-Club,de Baltimore,reuniu-se o pessoal científico deste estabelecimento,e hove por conveniente responder como se segue:
As perguntas que lhe foram feitas são as seguintes:
1.Será possível enviar um projéctil até à Lua?
2.Qual é a distância exacta que há entre a terra e o seu satélite?
3.Quanto tempo durará o trajecto do projéctil ao qual tenha sido imprimida a velocidade inicial suficiente,e, por consequência,em que momento deverá ser lançado para que encontre a Lua num ponto determinado?
4.Em que momento preciso estará a Lua na posição mais favorável para ser alcançada pelo projéctil?
5.A que ponto do céu deve fazer-se a pontaria com o canhão destinado a lançar o projéctil?
6.Que lugar deve ocupar a Lua no céu no instante da partida do projéctil?
Em relação à primeira pergunta:Será possível enviar um projéctil até à Lua?
Sim,é possível alcançar a Lua com um projéctil,contanto que se consiga animar esse projéctil de uma velocidade inicial de 12 000 jardas por segundo.Demomstra o cálculo
que tal velocidade é suficiente.
Verne,Júlio - Da Terra à Lua. Porto: Ed. Público,2005, p.32
Recolha de Maria do Carmo Costa
* obra pertencente ao acervo da Biblioteca desta escola
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
"Amor, eu quando penso", Miguel de Cervantes
Amor,eu quando penso
no mal que tu me dás,terrivel,forte,
alegre corro à morte,
para assim acabar meu mal imenso.
Mas quando chego ao passo,
que é meu porto no mar desta agonia,
sinto tal alegria
que a vida se revolta e não o passo.
Assi o viver me mata,
pois que a morte me torna a dar a vida!
Condição nunca ouvida,
a que comigo vida e morte trata!
Cervantes, Miguel de - D. Quixote de La Mancha. Lisboa: Público, 2004, p.768
Recolha de Paulo Ferreira
*Obra do acervo da Biblioteca desta escola
no mal que tu me dás,terrivel,forte,
alegre corro à morte,
para assim acabar meu mal imenso.
Mas quando chego ao passo,
que é meu porto no mar desta agonia,
sinto tal alegria
que a vida se revolta e não o passo.
Assi o viver me mata,
pois que a morte me torna a dar a vida!
Condição nunca ouvida,
a que comigo vida e morte trata!
Cervantes, Miguel de - D. Quixote de La Mancha. Lisboa: Público, 2004, p.768
Recolha de Paulo Ferreira
*Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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"Caixinha de Música", Matilde Rosa Araújo
Grilo, grilarim,
Tens um canto azul
Na noite de cetim!
Cigarra, cigarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do sol,
Das estrelas caladas...
Araújo,Matilde Rosa - Livro da Tila. Coimbra:Atlântida Editora,1973,p.41
Recolha de Maria do Carmo Costa e Ana Cidália Pereira
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
Tens um canto azul
Na noite de cetim!
Cigarra, cigarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do sol,
Das estrelas caladas...
Araújo,Matilde Rosa - Livro da Tila. Coimbra:Atlântida Editora,1973,p.41
Recolha de Maria do Carmo Costa e Ana Cidália Pereira
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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domingo, 26 de abril de 2009
"SONETO", Miguel de Cervantes
Da umbrosa noite no silêncio, quando
meigo sono refaz os mais viventes,
só eu vou meus martírios inclementes
aos céus e à minha Clóris numerando.
Quando o dia os seus raios vem mostrando
entre as rosas d’aurora auri-esplendentes
com suspiros e lástimas ferventes
vou as teimosas queixas renovando.
Se doira o sol a prumo o térreo assento,
não me dissipa as trevas da agonia;
dobra-me o pranto, aumenta-me os gemidos.
Volve a noite, e eu com ela o meu lamento.
Ai! Que sorte! Implorar de noite e dia,
ao céu piedade, e à minha ingrata ouvidos.
Cervantes, Miguel de - D. Quixote de La Mancha.
Lisboa: Público, 2004, pp. 261, 262.
Recolha de Paulo Ferreira
*obra do acervo da Biblioteca desta escola
meigo sono refaz os mais viventes,
só eu vou meus martírios inclementes
aos céus e à minha Clóris numerando.
Quando o dia os seus raios vem mostrando
entre as rosas d’aurora auri-esplendentes
com suspiros e lástimas ferventes
vou as teimosas queixas renovando.
Se doira o sol a prumo o térreo assento,
não me dissipa as trevas da agonia;
dobra-me o pranto, aumenta-me os gemidos.
Volve a noite, e eu com ela o meu lamento.
Ai! Que sorte! Implorar de noite e dia,
ao céu piedade, e à minha ingrata ouvidos.
Cervantes, Miguel de - D. Quixote de La Mancha.
Lisboa: Público, 2004, pp. 261, 262.
Recolha de Paulo Ferreira
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"D. Quixote de la Mancha", Miguel de Cervantes
Da aridez desta terra desgraçada,
E dos castelos pelo chão lançados,
As santas almas de três mil soldados
Subiram vivas a melhor morada!
Mui grande valentia exercitada
Foi aqui por seus braços esforçados,
Mas afinal já poucos e cansados,
Todos morreram vítimas da espada!
É neste o solo, aonde padeceram
Tristes sucessos as hespanas gentes
No actual século, e nos que já correram.
Mas jamais foram dele aos céus luzentes
Almas tão santas, nem jamais desceram
Ao seio seu uns corpos tão valentes!
Cervantes,Miguel de - D. Quixote de la Mancha. Lisboa: Público, 2004, p.309
Recolha de Fernando Silva
*Obra do acervo da Biblioteca desta Escola
E dos castelos pelo chão lançados,
As santas almas de três mil soldados
Subiram vivas a melhor morada!
Mui grande valentia exercitada
Foi aqui por seus braços esforçados,
Mas afinal já poucos e cansados,
Todos morreram vítimas da espada!
É neste o solo, aonde padeceram
Tristes sucessos as hespanas gentes
No actual século, e nos que já correram.
Mas jamais foram dele aos céus luzentes
Almas tão santas, nem jamais desceram
Ao seio seu uns corpos tão valentes!
Cervantes,Miguel de - D. Quixote de la Mancha. Lisboa: Público, 2004, p.309
Recolha de Fernando Silva
*Obra do acervo da Biblioteca desta Escola
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