Figuinho da capa rota
É tão pobre e tão rotinho;
Figuinho da capa rota
Foi rota devagarinho
Figuinho da capa rota,
Ai quem te quer almoçar
Figuinho da capa rota
Eu nem o posso provar…
Figuinho da capa rota,
Verde nos primeiros tempos
Veio o Sol e veio a Lua,
Vieram chuvas e ventos.
Figuinho da capa rota,
Que nasceu da mãe-figueira,
Teve sóis e teve luar,
Pássaros à sua beira.
Figuinho da capa rota
Bicado pelos passarinhos:
Figuinho da capa rota
Ninguém lhe põe remendinhos.
Figuinho da capa rota
Tornou-se da cor do mel;
O tempo veio rompê-lo,
Rasgou-se como papel…
Mas agora a mãe-figueira
Está com folhas e sem fruto,
Que o verde é sua maneira
Muito simples de pôr luto.
Araújo, Matilde Rosa , Livro da Tila.
Coimbra: Atlântida Editora, 1973,p.73
Recolha: Maria do Carmo Costa
*Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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sábado, 2 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
"Caixinha de Música", Matilde Rosa Araújo
Grilo, grilarim,
Tens um canto azul
Na noite de cetim!
Cigarra, cigarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do sol,
Das estrelas caladas...
Araújo,Matilde Rosa - Livro da Tila. Coimbra:Atlântida Editora,1973,p.41
Recolha de Maria do Carmo Costa e Ana Cidália Pereira
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
Tens um canto azul
Na noite de cetim!
Cigarra, cigarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do sol,
Das estrelas caladas...
Araújo,Matilde Rosa - Livro da Tila. Coimbra:Atlântida Editora,1973,p.41
Recolha de Maria do Carmo Costa e Ana Cidália Pereira
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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